domingo, 29 de abril de 2012

SwáSthya Yôga no Jardim Cultural neste domingo

Neste domingo, no Parque Vitória Régia, fecharemos o ciclo de atividades artísticas e culturais do Jardim Cultural. 

Na verdade, fecharemos o ciclo de plantio dessas sementes, e, obviamente colheremos seus frutos sempre, a todo instante, pois arte, cultura, educação e conhecimento nunca é demais. E cada sementinha sempre é um grande potencial de uma árvore frondosa.

Veja a programação para este domingo no site do Jardim Cultural.

A aula de SwáSthya Yôga acontecerá às 10h.

Qualidade de vida e autoconhecimento na prática

Participe! 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sat chakra especial

Especial, pois comemoramos o aniversário da nossa querida Marcinha.

Parabéns Marcinha, muitas felicidades hoje e sempre!

Veja as fotos:









Você está insatisfeito?


Extraído do livro Método de boas maneiras, do Comendador DeRose.


Meio século de vida me ensinou a aceitar um defeito do ser humano como algo incurável: sua insatisfação.

Dei a volta ao mundo inúmeras vezes e conheci muita, mas muita gente mesmo. Travei contato íntimo com uma infinidade de fraternidades iniciáticas, entidades culturais, associações profissionais, academias desportivas, universidades, escolas, empresas, federações, fundações... Em todas elas, sem exceção, havia descontentamento.

Em todos os agrupamentos humanos há uma força de coesão chamada egrégora. Pela lei de ação e reação, toda força tende a gerar uma força oponente. Por isso, nesses mesmos agrupamentos surgem constantemente pequenos desencontros que passam a ganhar contornos dramáticos pela refração de uma ótica egocêntrica que só leva em conta a satisfação das expectativas de um indivíduo isolado que analisa os fatos de acordo com suas próprias conveniências.

Noutras palavras, se os fatos pudessem ser analisados sem a interferência deletéria dos egos, constatar-se-ia que nada há de errado com esses fatos, a não ser uma instabilidade emocional. Instabilidade essa que é congênita em todos os seres humanos. Uma espécie de erro de projeto original, que ainda está em processo de evolução. Afinal, somos uma espécie extremamente jovem em comparação com as demais formas de vida no planeta. Estamos na infância da nossa evolução e, como tal, cometemos inapelavelmente as imaturidades naturais dessa fase.

Observe que raríssimas são as pessoas que estão satisfeitas com seus mundos. Em geral, todos têm reclamações do seu trabalho, dos seus subalternos e dos seus superiores; da sua remuneração e do reconhecimento pelo seu trabalho; reclamações dos seus pais, dos seus filhos, dos seus cônjuges, do seu condomínio, do governo do seu País, do seu Estado, da sua cidade, da polícia, da Justiça, do departamento de trânsito, dos impostos, dos vizinhos mal-educados, dos motoristas inábeis, dos pedestres indisciplinados... Quanta coisa para reclamar, não é?

Se formos por esse caminho, concluiremos que o mundo não é um lugar bom para se viver e seguiremos amargurados e amargurando os outros. Ou nos suicidaremos!

Já na antiguidade os hindus observaram esse fenômeno da endêmica insatisfação humana e ensinaram como solucioná-la:

"Se o chão tem espinhos, não queira cobrir o chão com couro. Cubra os seus pés com calçados e caminhe sobre os espinhos sem se incomodar com eles."

Ou seja, a solução não é reclamar das pessoas e das circunstâncias para tentar mudá-las e sim educar-se a si mesmo para adaptar-se. A atitude correta é parar de querer infantilmente que as coisas se modifiquem para satisfazer ao seu ego, mas sim modificar-se a si mesmo para ajustar-se à realidade. Isso é maturidade.

A outra atitude é neurótica, pois jamais você poderá modificar pessoas ou instituições para que se ajustem aos seus desejos. Não seja um desajustado.

Então, vamos parar com isso. Vamos aceitar as pessoas e as coisas como elas são. E vamos tratar de gostar delas. Você vai notar que elas passam a gostar muito mais de você e que as situações que antes lhe pareciam inamovíveis, agora se modificam espontaneamente, sem que você tenha que cobrar isso delas.

Experimente. Você vai gostar do resultado!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ásana no Slackline

Mayúrásana





Drop Knee



Sútras que interagem com as nossas últimas aulas



Pátañjali


Yôga Sútra de Pátañjalí

I-2
Yôga é a supressão da instabilidade da consciência.

I-3
Quando isso é alcançado, o observador conscientiza-se da sua própria identidade.

I-13
Abhyása (a prática diligente), consiste no enérgico afã de conquistar a estabilidade.

I-15
Vairágya (desprendimento) é quando subjuga-se a compulsão pelas dispersões que venham a ser vistas ou ouvidas.

I-29
Disso obtêm-se o conhecimento de Si Mesmo e a superação dos obstáculos.

I-41
Naquele que tiver controlado totalmente a instabilidade, ocorre uma identificação entre o observador, o objeto observado e o ato da observação, assim como o cristal se identifica com a cor do objeto próximo.



II-46
A posição física deve ser firme e agradável

II-47
Ela é dominada quando se elimina a tensão e medita-se no infinito.

II-53
E a mente torna-se mais apta para a concentração (dháraná).

II-54
Quando os sentidos já não estão em contato com seus objetos e assumem a própria natureza de chitta*, isso é pratyáhára.

II-55
Com isso obtém-se o total controle dos sentidos.




III-1
Dháraná (concentração) consiste em centrar a consciência (chitta) em uma área delimitada.

III-2
Dhyána (meditação) consiste em manter a continuidade da atenção sobre aquela área específica da consciência.


III-3
Samádhi (hiperconsciência) é quando chitta assume a natureza do objeto sobre o qual se medita, esvaziando-se da sua própria natureza.

III-4
Samyama (disciplina) é a prática destes três juntos (dháraná, dhyána e samádhi).

III-5
Do sucesso nele, advém o conhecimento direto.


Yôga Sútra de Pátañjali. DeRose.

*Chitta – Habitualmente traduzido como mente, significa mais apropriadamente consciência, representando o conjunto de todos os corpos ou níveis de consciência do indivíduo - Léxico de Yôga Antigo. Lucila Silva.

domingo, 22 de abril de 2012

Dia de domingo

Um domingo e tanto.

Manhã de Jardim Cultural. Evento lindo de integração artística, tanto entre os próprios tanto quanto à natureza e as pessoas que apreciam. Cultura e arte para toda idade. Pintura, fotografia, circo, música, contação de histórias... Diversidade e qualidade.

Foto de Calil Neto

Depois, continuando... Parque Vitória Régia com a criançada, malabares, amigos, slackline.

Foi o dia todo, só alegria!

E agora, gratidão!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Yôga nas Upanishads

Executando minha coreografia no jardim da Manu - reunião do Jardim Cultural 2012
Foto de Calil Neto

"Não conhece doença, velhice nem sofrimento aquele que forja seu corpo no fogo do Yôga. Atividade, saúde, libertação dos condicionamentos, circunspecção, eloquência, cheiro agradável e pouca secreção, são os sinais pelos quais o Yôga manifesta seu poder."

Upanishad Shvetashvatara (II:12-13).

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Convênio com o Ballet Vitória Régia

Queridos alunos e alunas,

Eu e a escola Ballet Vitória Régia fizemos uma parceria para beneficiar tanto os praticantes de Yôga quanto os de dança, com um desconto de 10% para nossos alunos.

Professora de Dança Tribal e Dança do Ventre, Jade Suhaila


Aproveite e expanda sua expressão e consciência corporal complementando suas práticas com algo mais.


Eu, executando o Tarkshya mudrá

Bôlô Bôlô Sabh Mil





Bôlô bôlô sabh mil bôlô ÔM namah Shivaya, (2x)
ÔM namah Shivaya ÔM namah Shivaya. (2x)
Jútajatá mê Gañgadhari, (2x)
Trishuladhari Damaru Bhajavê. (2x)
Dama, dama, dama, dama, damaru bhájê, (2x)
Guñj utha ÔM namah Shivaya. (2x)
ÔM namah Shivaya. (4x)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Liberte-se... E sê feliz!

Acabamos de passar pela Páscoa, mas será que paramos para refletir sobre esse momento de vida? Ou será que nos empapuçamos de chocolate? rs

A Páscoa é comemorada para nos lembrar de olhar para o nosso comportamento, para os nossos atos e tornarmo-nos mais lúcidos. Essa data quer que reflitamos sobre uma renovação, sobre uma transformação consciente em algo melhor.

Mude, o que precisa ser mudado!
Quebre seus paradigmas!
Vença seus medos!
Livre-se de seus preconceitos!
Liberte-se...
... E sê feliz!


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mantra - sat sanga 4/4



Natarája

Natarája, Natarája, Nartana Sundara Natarája. (2x)
Shivarája, Shivarája, Shiva kami priyá Shivarája. (2x)
Chidambarêsha Natarája, Parampurusha Shivarája. (2x)


quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Yôga e a Dança


“Só posso crer num deus que saiba dançar” 
Nietzsche

Tirando toda a questão técnica dos mudrás (gestos feitos com as mãos), dos mantras (vocalização de sons e ultra-sons), dos pránáyámas (respiratórios), ásanas (técnicas corporais de força, flexibilidade, equilíbrio), Kriyá (atividade de purificação das mucosas), yôganidrá (descontração), samyama (concentração, meditação e hiperconsciência), o que o Yôga tem de tão sinônimo assim com a dança?
Vamos abordar aqui a questão mitológica, histórica e humana. Até porque, para quem acompanha o blog, já pôde perceber que a prática do Yôga complementa qualquer outra prática pela maestria em proporcionar consciência corporal e desenvolvimento pessoal em acelerado processo evolutivo.

Eu, executando o êkahasta êkapáda dhanurásana
Foto de Fer Vasconcelos



A conexão entre a Dança e o Yôga

“Certa vez um famoso bailarino improvisou alguns movimentos instintivos, porém, extremamente sofisticados graças ao seu virtuosismo e, por isso mesmo, lindíssimos. Essa linguagem corporal não era propriamente um ballet, mas inegavelmente, havia sido inspirada na dança.
A arrebatadora beleza da técnica emocionava a quantos assistiam à sua expressividade e as pessoas pediam que o bailarino lhe ensinasse sua arte. Ele assim o fez. No início, o método não tinha nome. Era algo espontâneo que vinha de dentro, e só encontrava eco no coração daqueles que também haviam nascido com o galardão de uma sensibilidade mais apurada...
... Em algum momento na História essa arte ganhou o nome de integridade, integração, união: em sânscrito, Yôga! Seu fundador ingressou na mitologia com o nome de Shiva e com o título de Natarája, Rei dos Bailarinos.” (DeRose, Tratado de Yôga, p.33)


Rachel Brice, estuda Yôga e Dança do Ventre

Shiva Natarája, o Bailarino Real

Leia mais sobre a dança de Shiva - o criador mitológico do Yôga, o primeiro yôgi e Mestre de todos os demais - no post: Decifremos a dança de Shiva.

Shiva Natarája, o bailarino real


O deus da dança e do teatro

“Segundo a cosmologia hindu, o universo não tem substância. A matéria, a vida e o pensamento são apenas relações energéticas, ritmo, movimento e atração mútua. Podemos então conceber o universo o princípio, que dá origem aos mundos, às diversas formas de ser, como um princípio harmônico e rítmico, simbolizado pelo ritmo dos tambores, pelos movimentos da dança de Shiva, na qualidade de princípio criador, não profere o mundo, dança-o. “Quaisquer que tenham sido as origens da dança de Shiva, ela tornou-se com o tempo a imagem mais clara da atividade de Deus, que nenhuma arte ou religião pode vangloriar-se de ter inventado.” (Ananda Coomaraswany, The Dance of Shiva, p. 67)
Segundo o escritor grego Luciano (século II d.C): “Parece que a dança surgiu no começo de todas as coisas e manifestou-se ao mesmo tempo que Eros, o antigo, pois vemos essa primeira dança aparecer claramente no bailado das constelações e nos movimentos imbricados dos planetas e das estrelas e suas relações numa harmonia ordenada.”
Shiva, como manifestação da energia rítmica primordial, é o “senhor da dança” (Nata-rája). O universo cósmico é seu teatro. É o dançarino itifálico princípio de toda a vida. O que liga o Criados à criação, o ser divino ao mundo aparente, pode ser exprimido em termos de ritmo, movimento, de dança. O Criador dança o mundo, e, por analogia, a dança dos homens pode ser encarada como um rito, como um dos meios pelos quais iremos poder remontar à origem das coisas, aproximarmo-nos do divino, unirmo-nos a ele.
Todas as formas de danças e de espetáculos de teatro estão sob a égide de Dioniso, que é invocado no início de cada espetáculo. Shiva é do mesmo modo invocado antes de toda dança ou espetáculo...” (Alain Daniélou, Shiva e Dioniso, p. 177)

Eu, executando o úrdhwa natarájásana
Foto de Fer Vasconcelos

Enquanto isso na física quântica...

… Até Fritjof Capra, no seu conhecido livro O Tao da Física, também enaltece a dança em sua física quântica que na essência é Yôga também.
"As idéias de ritmo e de dança vem-nos naturalmente há memória quando procuramos imaginar o fluxo de energia que percorre os padrões que constituem o mundo das partículas. A física moderna mostrou-nos que o movimento e o ritmo são propriedades essenciais da matéria e que toda matéria, quer aqui na terra, quer no espaço sideral, está envolvida numa contínua dança cósmica. Os místicos orientais tem uma visão dinâmica do universo, semelhante a da física moderna; consequentemente, não é de surpreender que também eles tenham usado a imagem da dança para comunicar a intuição que tinham da natureza."


Concluímos que tanto quanto o Yôga, a Dança é uma das artes mais antigas da humanidade e ambas continuam sendo grandiosas na atualidade. Tais artes desabrocham no ser humano como uma expressão de autoconhecimento e integração. Integração esta do homem consigo mesmo, do homem com o universo que o rodeia, do micro com o macrocosmos. Possuem suas mitologias e simbolismos particulares, porém, é muito provável que suas origens tenham sido as mesmas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Yôga & Slackline


Brincando de Yôgaslacklining na Praia do Sono, Paraty/RJ.

O que tem em comum essas duas práticas?

Respiração, equilíbrio, concentração, força, flexibilidade... e Meditação! Sim!

Quem pratica Yôga começa a treinar meditação a partir de técnicas de concentração e saturação mental.
Quando comecei a treinar o slackline, era uma instabilidade que eu pensei ser impossível se equilibrar ali. Porém, um pouco de determinação e muita auto-superação, logo comecei a atravessar a fita.
Na verdade, sou super amadora nessa prática, mas quando você começa a pegar o espírito da coisa pode-se perceber: é tamanha concentração que a mente silencia e você pode escutar sua essência.

É o mesmo processo do ásana (técnicas corporais do Yôga). Enquanto não se tem a consciência corporal para executar uma posição, você faz mais força do que o necessário, sua musculatura treme, queima, as emoções se abalam e surti uma gama de pensamentos. Mas, com disciplina e constância conquista-se estabilidade na permanência, respiração coordenada, atitude mental e emocional pró-ativas e enfim, consegue-se relaxar... Até mesmo numa posição que exige mais força muscular. Quando chega-se a essa descontração na posição, consegue-se ouvir esse silêncio que invade cada célula do seu corpo.

Como todo esporte, ao meu ver, acaba promovendo uma melhor administração do stress, pois você pára de pensar para se concentrar no que está fazendo agora. É estar presente no momento presente! Se você não se concentra, não pára em cima da fita mesmo!

De fato é um desafio, como qualquer prática que se inicia. No começo parece difícil, mas logo se torna mais acessível e vicia!

Para quem curte Yôga e Slackline aí vai um vídeo muito inspirador:

Marina Engler